A importância da terapia para a pessoa em depressão

Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A terapia é uma das formas de tratamento da pessoa em sofrimento, que pode ser combinada ou não com o uso de medicamentos. Veja, neste artigo, os benefícios da terapia para pessoas com transtorno depressivo e como os atendimentos psicológicos estão se adaptando ao contexto da pandemia de coronavírus.

O que é a terapia para depressão?

A depressão muda o humor e o jeito de ser da pessoa. Causa uma série de sintomas, como tristeza constante e sentimento de vazio, que afetam diretamente as atividades do dia a dia. Não é simplesmente uma fraqueza momentânea, sendo necessário buscar ajuda profissional para vencê-la. A terapia para a pessoa em depressão é fundamental no tratamento, pois permite:

  • Identificar gatilhos – eventos da vida que contribuem para a depressão. O tratamento ajuda a encontrar maneiras de mudar, aceitar ou se adaptar a estas situações;
  • Estabelecer metas – de forma realista para um futuro próximo ou mais distante;
  • Ressignificar crenças – reconhecer processos de pensamento distorcidos ou comportamentos nocivos que contribuam para sentimentos de falta de esperança e desamparo, característicos da depressão;
  • Desenvolver habilidades – para lidar com sintomas e problemas, além de identificar ou prevenir futuros episódios de depressão;
  • Recuperar autocontrole – e o prazer em viver.

Tipos de terapia para a pessoa em depressão

Conheça os dois tipos de terapia para depressão mais comuns e os principais benefícios de cada:

Terapia interpessoal – ajuda a pessoa a melhorar o relacionamento com os outros, expressando melhor as emoções e resolvendo problemas de forma mais saudável. A terapia interpessoal trabalha a adaptação a eventos com potencial para desencadear ou agravar a depressão, o desenvolvimento de habilidades sociais, a organização dos relacionamentos para ter mais apoio e o enfrentamento dos sintomas depressivos.

Terapia comportamental cognitiva – auxilia a pessoa a ter mais autocontrole, identificar e saber lidar com pensamentos e comportamentos negativos que podem contribuir para a depressão. O objetivo é que a pessoa consiga perceber e mudar essas crenças e comportamentos, além de interagir com outras pessoas de maneira mais positiva.

A adaptação dos atendimentos psicológicos durante a pandemia de coronavírus

Durante a crise mundial provocada pelo coronavírus, os encontros de terapia sofreram uma mudança: para evitar o contato próximo entre paciente e profissional e não parar o tratamento, muitas pessoas continuaram sua terapia através de plataformas online, com videochamadas.

Essa alternativa se mostra essencial por duas razões:

  1. Mantém o contato social seguro e sugerido como forma de prevenir a expansão da pandemia, para que o paciente e terapeuta se mantenham saudáveis, sem riscos de contágio;
  2. Permite a continuidade do tratamento, sem interrupções físicas, em um momento especialmente difícil para a saúde mental: uma pandemia, que desencadeou também uma crise econômica e que preocupa muitos indivíduos mundo afora.

Essa alternativa também abriu a possibilidade para pessoas que não faziam acompanhamento iniciarem seus atendimentos. Assim, indivíduos deprimidos e ansiosos, cujos transtornos pioraram ou foram desencadeados durante a pandemia também podem receber tratamento adequado.

Quem teve um episódio de depressão durante a vida provavelmente terá outro em algum momento. No entanto, a terapia pode diminuir a chance de isto acontecer ou reduzir a intensidade dele. Falar sobre angústias, medos ou experiências ruins, sem nenhum tipo de julgamento, evita sofrimentos e permite o autoconhecimento. Se você tem depressão, ou suspeita, converse com seu médico para que ele indique o melhor tratamento para o problema.

Diversos profissionais de psicologia estão realizando atendimentos virtuais. Caso sinta necessidade, ainda que seja para aliviar uma angústia passageira, busque ajuda por meio de iniciativas como a Escuta 60+, Psicologia Viva e Telavita. Não sofra sozinho, peça ajuda!

Fonte: parceiros Supermed.